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Música regional e eletrônica se encontram no boTECOeletro
Disco de estréia traz samples, loops e brasilidade
Música regional brasileira, samples, batucadas eletrônicas,
loops e instrumentos acústicos. Em dois anos de pesquisa,
o músico Ricardo Imperatore juntou todos estes elementos,
entre recortes e colagens sonoras, para criar o boTECOeletro. Tudo
começou com pequenas vinhetas que misturavam trechos de Jackson
do Pandeiro, As Baianas Mensageiras de Santa Luzia e Radamés
Gnatalli com programações criadas por Imperatore,
utilizando, por exemplo, samples das batucadas do Monobloco. Incentivado
pela opinião dos amigos, ele transformou as dez vinhetas
em dez faixas que, hoje, compõem o primeiro disco do projeto.
O resultado do trabalho poderá ser apreciado a partir de
julho, quando o boTECOeletro chega às lojas pela Nikita Music.
"Nem só popular, nem só erudito; brasilidade
é o conceito básico do disco", explica Imperatore.
Pensando em traduzir este valor musical brasileiro, ele contou com
um time de amigos para produzir o boTECOeletro: o tecladista Donatinho,
Antoine Midani, Maurício Barros (Barão Vermelho),
Dadi, Frejat, Cabelo, Sergio Loroza, Cláudio Mazza, Rodrigo
Maranhão (Bangalafumenga), Fernando Nunes (das bandas de
Cássia Eller e Nando Reis) e Felipe Rodarte (Eletrosamba).
"Se não fosse os amigos o disco não sairia",
afirma Ricardo Imperatore, fundador da extinta Banda Bel, junto
com Toni Garrido, em 1984. A cantora Marisa Monte foi uma das que
estimularam Imperatore a levar o projeto adiante: "O boTECOeletro
me impressionou desde a primeira audição. Que bom
que todo mundo vai poder ouvir".
Antes mesmo de lançar o boTECOeletro no Brasil, o músico
viajou duas vezes, em 2002 e 2003, por conta própria para
a Europa carregando uma pilha de CDs demo e uma lista com contatos
de produtores musicais. Depois de quase dois meses contatando rádios
e selos musicais, Imperatore conseguiu com que a faixa Coconutz
Mass (com samples de Radamés Gnatalli e Quinteto Villa Lobos
de sopro) fosse executada em grandes rádios em Paris e em
Londres. A música também foi selecionada para integrar
quatro compilações internacionais. "Estava nervoso
numa noite, em Londres, quando um DJ disse que colocaria a música
numa boate. A pista foi abaixo. Fiquei tão feliz que paguei
uma rodada de cerveja para todos que estavam no bar. Tive um prejuízo
de R$ 200", lembra ele, às gargalhadas.
O boTECOeletro já está se preparando para os shows
de lançamento do disco. No passado, Ricardo já apresentou
o projeto em duas ocasiões, com uma banda formada por um
tecladista, um guitarrista, um percurssionista e ele, comandando
o sampler conectado a um notebook. Além dos palcos, o boTECOeletro
também tem planos para o videoclipe da faixa Pife de Pá
Nela. "O boTECO está aberto para todo mundo e não
tem hora para fechar. Todos podem beber a vontade", convida
Imperatore.
Há muito tempo na pista/música -
A primeira aparição de Ricardo Imperatore no meio
musical foi como baterista e fundador da Banda Bel, em 1984. Depois
disso, ele já tocou com Ivo Meireles e em três turnês
dos Titãs. Além disso, Imperatore fez participações
especiais nas trunês brasileiras de bandas como o Midnight
Oil, Men At Work e Suzane Vega. A partir de 2001, ele começou
a se dedicar quase integralmente ao boTECOeletro, fazendo, em paralelo,
apresentações com o Monobloco.