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DOWNLOAD LEGAL: http://imusica.com.br/artista.aspx?id=913
Termo do cangaço, que significa bando de cabras tal qual o bando
de Lampião, tendo como fundamento o próprio animal cabra e sua capacidade
extraordinária de adaptação e resistência às intempéries de áridas
situações. A cabra é um animal que resiste à seca por sua capacidade
de devorar tudo o que vem pela frente. Semelhantemente, a Cabruêra
também devora as mais diversas informações musicais, digerindo-as
e vomitando-as de forma energética, emoldurando-as com recursos
tecnológicos. Essa capacidade cultural vem dos nossos ancestrais
nativos de nossa Pindorama, que acreditavam no ritual antropofágico,
tornando-se mais fortes ao devorar a carne de um valente guerreiro.
O tempo passou, mas nossa capacidade de devorar não sai do nosso
" cotidiário" 'me interessa o que não é meu. Lei do homem e do antropófago'*.
A Cabruêra rompe com o estigma da pobreza, oferecendo música de
qualidade, tendo como pano de fundo uma tradição de aparente conformismo,
mas sua postura revela resistência.
por Pai Véio
* Manifesto Antropofágico - Oswald de Andrade
X-CABRA - WHO IS WHO @ CABRUÊRA
Arthur Pessoa (voz, acordeon, violão esferográfico e percussão)
Nasceu em Campina Grande, PB em 1976. Filho de pernambucanos, seu
pai é sociólogo, percussionista e trabalhou por vários anos como
ator e diretor de teatro. Em 1996 ingressou na UFPB onde cursou
até o 7º período de Antropologia Cultural. Três anos depois abandonou
o curso e formou a Cabruêra.
Zé Guilherme(voz e percussão)
Nascido em João Pessoa, PB em 1963, do signo de Áries. Concluiu
licenciatura em Educação Artística com habilitação em Música e foi
aluno de percussão e sociologia. Trabalhou em projetos envolvendo
crianças de rua e lecionou no curso de Artes da UFPB. É percussionista
da Orquestra Sinfônica da Paraíba há 14 anos e membro da SGI (organização
leiga de Budismo) há 16 anos
Tom Rocha(percussão e vocais)
Nascido em Olinda, PE em 1977. Fez curso técnico em Administração
e trabalhou nos Correios. Foi percussionista do Maracatu Nação Pernambuco
chegando a se apresentar com o grupo no New Orleans Jazz Fest em
2000. Participa da faixa 'World' no disco do pernambucano Fênix
e também tocou na Banda Cidade Central em Recife.
Fredi Guimarães(violão, percussão e vocais)
Nascido em João Pessoa, PB em 1974. Tocou bateria em vários projetos
na cidade de Patos, PB, onde mora desde os 3 anos. Em 1994 foi para
Campina Grande onde cursou, sem concluir, Matemática na UFPB e começou
a estudar violão no Departamento de Artes, participando também de
grupo folclóricos e de chorinho. Em 1998 deu início ao projeto Cabruêra.
Fabiano Soares(baixo e vocais)
Músico profissional desde 1991, onde tocou com a orquestra Casa
Blanca no estado do Rio de Janeiro. Participou da banda Cowboys
(Country e Blues). Depois integrou a "Banda do Zé Godá" em Visconde
de Mauá. Tocou em várias bandas de SP como Meio da Mata e Geridum
e antes da Cabruêra tocava na "Baião de Doido" de Barra Mansa no
RJ.
CABRUÊRA
por Bráulio Tavares
Os cabras da Cabruêra chegam eletrificando cocos, envenenando cirandas,
sampleando repentes e o que mais se apresentar. Todos tiveram uma
história roqueira em seu passado: mesmo que o forró, o coco, a embolada
e a cantoria de viola estivessem presentes em outros momentos de
suas vidas, não eram, de início, suas opções musicais.
Uns começaram regueiros, outros roqueiros, outros funkeiros, mas
acabaram derivando para a sua própria mistura.
No show da Cabruêra que vi em Campina Grande, havia um efeito que
para mim era tipicamente nordestino. O guitarrista usa uma caneta
Bic como arco para tirar do violão um zumbido de violoncelo que
engoliu um besouro. Existe a presença do som de bordão rangente
e contínuo, aquele podém-podém das violas dos repentistas e seu
parentesco distante com o realejo dos vendedores ambulantes, com
a sonoridade das gaitas-de-fole escocesas, ou com aquelas caixinhas
da música do Oriente Médio onde o sujeito gira uma manivelazinha.
Arábia, depois Ibéria, depois Capibaribe, depois Paraíba. O som
nos traz de volta ao terreiro onde dançam as rabecas de Siba e Antônio
Nóbrega.
Vale lembrar que "um som é um som, todo som é música", sendo possível
tirar um som de qualquer coisa desde que se seja músico. Sorte da
Cabruêra que pode se dar o luxo de beber em várias fontes sem remorso
nem receio: feliz de uma geração que pôde conhecer ao mesmo tempo
Luiz Gonzaga e Bob Marley, Chico Buarque e Biliu de Campina, música
pop e João Cabral de Melo Neto.
"O fole roncou lá no alto da Serra..." E viva a rapaziada!!
Por onde passam deixam as platéias eletrizadas com a energia
de sua música e suas fortes performances cênicas, sua linguagem
é universal e atemporal. Musicalmente são ousados e irreverentes.
Seu show é uma mistura de forró com Pink Floyd, coco com Hermeto
Paschoal, ciranda com Funk, maracatú com Frank Zappa, embolada com
rock, trata-se de um verdadeiro caldeirão de ritmos e culturas musicais
sem perder suas raízes; um encontro em que o atual e o primitivo
se unem, uma verdadeira alquimia sonora, conseguindo uma sonoridade
moderna com a união da voz, acordeon, baixo, craviola, pífano, violão,
e percussão. Todos eles cantam formando um vocal harmonioso.
MÚSICA E CINEMA
Cabruêra ganha "Kikito de Ouro" no 29º Festival de Gramado - Cinema
Brasileiro e Latino. O grupo ganhou o prêmio Melhor Música pelo
Júri Oficial com "Ciência Nordestina" de Alessandro Maia (interpretada
pelo coral Voz Ativa) e adaptação do tema por Orlando Freitas para
o curta "A Canga" do cineasta paraibano Vilar que levou também o
Kikito na categoria Curta-Metragem pelo Júri Popular em 35 mm.
SONS DA TERRA SONS DA TERRA
Cabruêra integra coletânea alemã gravada "ao vivo" em Berlim em
benéficio a crianças de rua de todo o planeta. O álbum foi gravado
durante o festival Heimatklange (Sons da Terra) realizado na capital
alemã. A Cabruêra tocou por 5 dias e participa com duas faixas ao
vivo: 'Forró Esferográfico' e 'Evolução'. Integram também o disco
nomes como Cidade Negra, Velha Guarda da Mangueira, Elba Ramalho,
Funk'n Lata e Pinduca. "Neo- hippes que buscam o pós-punk, a embolada
que se transforma em hard- core. A Cabruêra não toca instrumentos,
mas, invoca demônios". Partículas sonoras rebeldes que o vento faz
passar sobre o planeta.
Uma sintaxe dinamitada, cujo estilhaços se abafam nas poças de chuva
que envolvem uma Cidade industrial. Com uma troca de golpes coletiva,
a Cabruêra ensaia uma revolta da província contra a metrópole.
Jornal Der Tagesspiegel (Berlim) - 21/07/2000.
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01 |
Loa de Chegança |
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(Zé Guilherme) |
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02 |
Forró Esferográfico |
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(Arthur Pessoa) |
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03 |
Cangaço |
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(Cabruêra) |
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04 |
Muganzé |
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(Zé Guilherme, Arthur Pessoa) |
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05 |
Ciência Nordestina |
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(Alessandro Maia) |
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06 |
Música Nova |
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(Fredi Guimarães) |
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07 |
Galopeando |
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(Fredi Guimarães, Efrem Guimarães) |
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08 |
Parapoderembolar |
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(Fredi Guimarães, Arthur Pessoa) |
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09 |
Certo Sertão |
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(Fredi Guimarães) |
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10 |
Bagacera |
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(Fredi Guimarães, Orlando Freitas) |
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11 |
Pontal |
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(Alessandro Maia, Arthur Pessoa) |
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12 |
Nada para o Pedro |
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(Zé Guilherme, Arthur Pessoa) |
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