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Cabruêra lança "O Samba de Minha Terra"
Disco traz referências regionais, timbre esferográfico e muita percussão

Depois de cinco anos fazendo shows pelo Brasil e Europa, a Cabruêra está lançando “O Samba de Minha Terra” (Nikita Music). Gravado no estúdio Nas Nuvens (RJ) e produzido por Nilo Romero, o disco traz dez músicas inéditas e releituras para Carcará, de João do Vale, e Proibido Cochilar, de Antonio Barros. Com influências da música nordestina e do funk, mais o timbre do violão esferográfico e até do zabumba em estilo jungle, o trabalho reflete o amadurecimento sonoro de Arthur Pessoa (voz, viola esferográfica, acordeon e percussão), Fabiano Soares (baixo e percussão), Tom Rocha (percussão), Fredi Guimarães (violão) e Zé Guilherme (Voz e percussão). “Esse disco reforça o caráter experimental-percussivo do grupo, aliando as informações locais a elementos universais e contemporâneos”, explica Arthur Pessoa.

O “Samba de Minha Terra” é repleto de referências às terras brasileiras. Além das versões de canções consagradas, o disco cita personagens da cultura popular paraibana. A música “Zabé Sabe” é uma homenagem à tocadora de pífano Zabé da Loca – hoje, com 90 anos –, que, por muito tempo, morou em uma gruta no sertão da Paraíba. O semi-árido nordestino também é descrito em “Auto a Zé Limeira”, desta vez, citando o cantador de viola Zé Limeira, o conhecido Poeta do Absurdo. Nos “Sertões”, de Euclides da Cunha, veio a inspiração para “Erectos Cactos” e Espinhos”, canções instrumentais marcadas pelo timbre do violão esferográfico (o instrumento é tocado com uma caneta esferográfica).

Mas as citações vão além das músicas. O Cinema Novo é reverenciado na foto estampada no encarte do CD. A imagem é das mãos de uma oleira do Quilombo do Talhado, na Paraíba, comunidade que ficou imortalizada no filme Aruanda, de Lindoarte Noronha – segundo Glauber Rocha, a obra inaugura este movimento. Quanto ao título do trabalho, “O Samba da Minha Terra”, é o nome de uma composição de Dorival Caymmi. Arthur fala sobre esta escolha: “No nordeste brasileiro, ritmos como o coco, a ciranda, o maracatu e o forró, outrora também eram chamados de samba. Então, a idéia de que existem muitas formas de ‘sambas’ na música brasileira instigou a definição do nome do disco”. Em outras palavras, um trabalho autenticamente brasileiro. E como Caymmi já dizia, “o samba da minha terra deixa a gente mole, quando se dança todo mundo bole”.

Nikita Music: (21) 3206 9240 • nikita@nikita.com.br
Imprensa: Verter Brunner (Ouver) – (21) 2494-8286 – verterbrunner@ouver.com.br


O Samba da Minha Terra álbum O Samba da Minha Terra
14 faixas

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01  Erectos Cactos           
Zabé Sabe 02  Zabé Sabe           
03  Xingatório           
04  Espinhos           
05  Magistrado Ladrão           
06  Carcará           
07  É Proibido Cochilar           
08  Auto de Zé Limeira           
09  Canção pra Ninar           
10  Batuque Para Duarte           
11  Batento o Martelo nas Mesmas Cabeças           
12  Eu Sambo           
13  Magistrado Ladrão (No Mundo da Lua Remix)           
14  Zabé Sabe (Eletrococo Remix)