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CRIS DELANNO CANTA NEWTON MENDONÇA
45 anos depois da gravação da canção
Caminhos Cruzados, CD de Cris Delanno e Roberto Menescal traz obra
do principal parceiro de Tom Jobim.
Quarenta e cinco anos após Sylvinha Telles lançar
Caminhos cruzados, música de Newton Mendonça e Antonio
Carlos Jobim, chega às lojas o esperado álbum Cris
Delanno canta Newton Mendonça. Além deste clássico
recentemente gravado por Caetano Veloso, Zizi Pozzi e Ivan Lins,
o álbum traz parte da obra de autoria exclusiva do genial
pianista e compositor, o primeiro e fundamental parceiro de Tom,
além de outras canções da dupla mais importante
da Bossa Nova. Newton Mendonça (1927-1960), é o criador
de clássicos como Desafinado, Samba de uma nota
só, Meditação, Foi a noite
e Discussão, em parceria com Tom Jobim.
Cris Delanno canta Newton Mendonça teve uma edição
limitada promocional lançada no ano passado, o que deixou
o mercado ansioso por esta edição comercial. O álbum
tem 14 músicas, sendo sete composições solitárias
de Newton: Duas destas têm registros pela primeira vez - O
mar apagou e Verdadeiro amor - e cinco mereceram gravações
anteriores, mas são raridades de colecionadores, permanecendo
inéditas para o público - Nuvem, Canção
do Pescador, Canção do azul, Seu amor
você e O tempo não desfaz. Seis outras composições
são quase desconhecidas da dupla New-Tom: Incerteza
(primeira música da parceria, de 1953), a célebre
Caminhos cruzados, a emblemática Só saudade,
e, ainda, Brigas, O domingo azul do mar e Teu castigo.
Completa o repertório Você morreu p'ra mim,
feita com Fernando Lobo e lançada em 1952.
Com direção artística, produção
musical e arranjos de Roberto Menescal, Cris Delanno revela composições
de grande beleza, atualizando a obra de Newton Mendoça, onde
são identificadas algumas fontes e matrizes da Bossa Nova
e da Música Popular Brasileira. A pesquisa e o projeto fonográfico
é do jornalista Marcelo Câmara, biógrafo de
Newton Mendonça, que assina os textos do encarte ilustrado
do álbum.
Música contemporânea - Newton Mendonça
é um compositor de uma obra pequena, de extensão proporcional
ao tempo que ele viveu, porém grandiosa e importantíssima
para a Música Popular Brasileira, especialmente em relação
aos passos que foram dados logo após a sua morte, de infarte,
a 22 de novembro de 1960, com apenas 33 anos. Era a consolidação
do movimento e estética da qual ele foi um dos mestres: a
Bossa Nova. Das sete composições assinadas por Antonio
Carlos Jobim com mais de 1 milhão de execuções
em todo o mundo, três são em parceria com Newton Mendonça
- Samba de uma nota só, a segunda música brasileira
mais executada no mundo, Desafinado e Meditação;
outras três são criações solitárias
de Tom (Corcovado, Wave e Insensatez) e uma
ele fez com Vinicius de Moraes (Garota de Ipanema).
Newton deixou 43 composições - sambas, sambas-canções,
choros, canções e marchinhas de Carnaval. Destas,
25 são de sua autoria exclusiva. Marcelo Câmara explica
que o critério de seleção do repertório
pretendeu apresentar não o compositor dos hits internacionais,
mas o genial criador, o pianista ousado, o compositor de vanguarda
de belas canções que ele criou solitariamente, sem
o seu parceiro quase único.
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