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Nova Ordem Musical apresenta a nova cena musical brasileira,
em 2004
Um novo aroma musical paira sobre o ano de 2004, com novos talentos
lançando seus próprios trabalhos e integrando uma
nova cena musical (ou a NOVA ORDEM MUSICAL - Nikita Music) que vem
acontecendo fora do radar da grande mídia, a passos de decolarem
ao apelo popular. Isto porque, com o advento das novas tecnologias,
os custos de gravação baixaram enormemente, abrindo
espaço para um novo front de artistas, compositores e produtores.
São músicos e artistas natos que emocionam dentro
do Brasil e em outras partes do mundo.
À título de curiosidade: Tom Jobim disse, certa vez,
que o Aeroporto do Galeão (RJ) é a melhor saída
para música brasileira, um detalhe chama a atenção:
quando alguém despacha uma bagagem para Rio de Janeiro, o
'tag' de identificação de bagagem sai com as iniciais
GIG, código do Rio no sistema internacional de vôos
GIG, em inglês significa trabalho, trampo, enfim, show de
música ganhando cachet.
A idéia da coletânea NOVA ORDEM MUSICAL é reunir
músicas bem criativas em um astral de fazer valer o conjunto
da obra, com novas oportunidades de expressão. Levar aos
ouvintes um conjunto de novos músicos e novos artistas que
não necessitam de apresentações, além
da própria música. Se você gostou de um determinado
artista e quiser saber mais dele, com certeza vai achá-lo
no site de pesquisa na internet Google, pois
todos aqui já tem uma estrada dentro de suas comunidades
muito deles já conhecidos internacionalmente - com faixas
em cds lá fora, antes de chegar aos nossos ouvidos. Por isto
o GIG faz sentido.
BOTECOELECTRO abre a coletânea com um autoral eletrônico
pesado; LULA QUEIROGA, parceiro de Lenine, abre a frente MPB do
disco em nobre estilo; TATIANA DAUSTER, cantora e compositora, filha
prodígia da MPBG (música popular do Baixo Gávea
ou Bicho Grilo para alguns) acrescenta seu frescor feminino à
obra. LUCAS SANTTANA*, baiano carioca de coração traz
sua energia show; ROGÊ agrega o alto astral do Rio; ALEH,
apresenta sua MPB soul "Dona da Banca"; NÔMADES
aparece com estilo chic internacional. Depois vem o STEREO MARACANÃ,
carioca na veia com sotaque francês, DJ MALOCCA., paulistano
com sotaque inglês, ZÉ MARIA, capixaba com pegada eletrônica,
CHICO CORREA & ELETRONIC BAND, paraibano arretado pra pular,
SILVÉRIO PESSOA, pernambucano, ex-Cascabulho, como o diabo
gosta, DAVID VILLEFORT, francês forró-super brazuca
e a CABRUÊRA arrasando no forró esferográfico.
Temos aqui,portanto a oportunidade de conhecer o inusitado e o
mais fresco sendo produzido no Brasil. Com certeza, sempre fica
de fora um ou outro que deveria estar aqui presente, mas esta é
a melhor sensação
a de que tem muito mais a
vir
pois a nossa produção brasileira vai ainda
gerar muitas GIGs pelo mundo
e assim encantar as platéias
internacionais.
* infelizmente houve um erro de grafia no nome do Lucas, pois
o Santtana dele não e Santanna (conforme está no CD)
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