DOWNLOAD LEGAL: http://imusica.com.br/artista.aspx?id=98
O TRIO NORDESTINO subverte a velha máxima. O grupo comemora 40
anos, lançando seu mais novo álbum, "Nós Tudo Junto", pela Nikita
Music. Formado por Coroné (zabumba), Luís Mário (voz e triângulo)
e Beto (sanfona), os 'Rolling Stones' do forró chegam aos 40 tocando
forró pesado.
Produzido por Carlinhos Calixto, "Nós Tudo Junto" apresenta um panorama
da saga do TRIO NORDESTINO. "Tá Chegando Mais" e "Chupando Gelo"
remetem aos primórdios, lançadas originalmente nos dois primeiros
discos do grupo. Nas palavras de Zeca Baleiro: "eu cresci ouvindo
isto". Baleiro marca presença cantando em "Vamos Chamegar", sucesso
do Trio nos anos 70. Geraldo Azevedo enverga a voz e o violão mas
não quebra no xote "Machucando Sim". "Chinelo de Rosinha", "O Trem
Pega", "Chap Chap" completam a lista das canções que fizeram a fama
do TRIO NORDESTINO, nos tempos de Lindú e Cobrinha. "O Que é Que
Você Tá Fazendo Aí Meu Bem" é da fase de Genaro a frente do Trio.
Da nova safra, as inéditas "Carro da Polícia", "Forró 40", "Nós
Dois", "Comendo a Cajubrina" (ambas do sanfoneiro Beto), "Não Posso
Esperar" (De Luís Mário e Coroné). O forró roça as coxas da MPB,
em "Sobradinho" e "Parque da Juraci". Nos finalmentes, após a última
faixa, de quebra, Coroné conta uma história de faroeste protagonizada
pelo TRIO, em ritmo de xote. O disco tem a participação dos neo-forrozeiros
do Forroçacana, além de Marcelo Bernardes (flauta), Blau-Blau (bateria)
e Carlinhos Calixto (baixo e guitarra).
Muddy Velho Chico Waters
Criado em Salvador, Bahia, em 1960, o TRIO NORDESTINO inaugurou
a formação clássica dos power-trios de forró pé-de-serra. Seguindo
os passos de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, Coroné (zabumba),
Lindú (sanfona e voz) e Cobrinha (triângulo) surgiam para apimentar
a música brasileira com o suingue, o humor e a sensualidade do sertão.
Música de quem conhece a barra pesada, mas faz questão de transpirar
uma alegria retada pelos poros. Os primeiros discos saíram pela
Copacabana, com canções de Gordurinha, Antônio Barros, Dominguinhos
e Anastácia, Lindú.
No concurso promovido pelas lojas A Impecável para a escolha do
melhor artista da música nordestina, o Trio ficou em primeiro lugar,
com direito a voto direto e democrático. No Brasil de então, o povo
só votava mesmo era no TRIO NORDESTINO. Não havia toque de recolher
que parasse a zabumba de Coroné e sua gente, e o prêmio entrou para
o repertório, em forma de música: "o troféu é nosso" agradecia com
muito balanço ao público e aos demais artistas do baião. O TRIO
NORDESTINO começava a arrombar a festa.
"Procurando Tu" foi o maior sucesso do Trio, no início dos anos
70. Fez o que as companhias de disco hoje chamam de crossover: pulou
da parada sertaneja para as rádios dos mais diversos segmentos.
Na TV, tornaram-se freqüentadores assíduos dos Chacrinhas e Flávios
Cavalcanti da época e vendiam disco a rodo. Os anos 80 levaram um
Lindú ainda jovem e em plena forma criativa. Seu substituto, Genaro,
não deixou a sanfona cair e o Trio seguiu na estrada. Com a morte
de Cobrinha, entrou em cena a formação atual: Luís Mário (filho
de Lindú, talento herdado com capricho), Beto e Coroné, comandando
a tropa.
Toque de zabumba: presente, futuro e passado
Quarenta anos e mais de quarenta discos depois, o público do TRIO
NORDESTINO rejuvenesceu e ganhou poder aquisitivo - a garotada de
classe média alta do Rio, São Paulo, Minas e Espírito Santo, além
do público fiel do Nordeste. Antenado com a moçada, o Trio recentemente
inaugurou sua página na internet: www.trionordestino.com.br. No
Forró de todos os tempos, o TRIO NORDESTINO continua a fazer as
pedras rolarem.