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VELHA GUARDA DA MANGUEIRA E CONVIDADOS
Tia Zélia, Soninha, Zenith, Erivá, Xangô, Jurandir, Ary, Quincas, Genuíno, Tantinho, Mocinho, Zezinho e Miguel do Pandeiro - convidado especial: Valdir Silva

Participações Especiais: beth carvalho / fernanda abreu / lenine nelson sargento / guilherme de brito / moacyr luz / dona ivone lara délcio carvalho noca da portela augusto martins chamon baticum

Falas : Carlos Cachaça, Dona Neuma, Tia Zica e Mario Lago

Texto de Mário Lago para O CD
"Samba, agoniza mas não morre / Alguém sempre te socorre / Antes do suspiro derradeiro..."

Estes versos simples e geniais nascidos da cabeça do mestre Nélson Sargento, mais do que uma letra de samba são a própria história da luta do samba para sobreviver entre tantos adversários. É uma luta que vem de longe. De vez em quando, uma ave-de-arribação invade a praia do samba e começa a pinicar aqui, ali...Foi assim com o charleston, o shimmy, o back-botom, conga, rumba...A galera inimiga do samba bate palmas, grita delira, desmaia, crente que a nossa praia acabou, sobrou apenas aquela nesga de areia. Mas o samba é como a rabo de largatixa, que a gente corta e cresce de novo. Antes do dia clarear, como diria Paulinho da Viola, se ouve o repinicado do tamborim, a alegria cascateante do pandeiro, o gemido da cuíca, as molecagens do reco-reco e a austeridade do surdo criado pelo velho Bide. Acompanhei algumas gravações desse CD e vivi momentos de emoção que não serão facilmente esquecidos. Às vezes, havia trinta pessoas dentro de um estudiozinho onde normalmente quinze morreriam com falta de ar. Mas o sambista sabe se virar. Como por milagre a doce velharia cantava e se balançava como se estivesse na passarela, espaço sobrando por todos os lados. E era tanta alegria que uma vez perguntei ao produtor desse CD se eram os Meninos da Mangueira que estavam gravando, e ele me respondeu de riso aberto, constatando que tinha acertado na mosca quando decidiu desenvolver aquele projeto: - É a Velha Guarda da Mangueira, mesmo, bicho! Este CD é um daqueles "alguéns" que sempre socorrem o samba antes do suspiro derradeiro e, ao mesmo tempo, deixa um recado, que vai além de fronteiras e horizontes: enquanto existirem Velhas Guardas, o samba não vai morrer. = Mário Lago

INTRODUÇÃO
O grupo da Velha Guarda da Mangueira, formado em 1988, contava com Delegado e Mocinha como o Mestre-Sala e a Porta-Bandeira, Tia Irene, a passista mais antiga do morro, e outros 23 compositores, músicos e puxadores. Apesar de ter o nome dos grandes artistas do morro, o grupo não tinha ainda a coesão de hoje. Quando Josimar Monteiro chegou à Mangueira, convidado a substituir o violão de Aluízio Dias, parceiro de Cartola, sentiu que era necessário, então, a criação de um projeto musical viável para apresentações, tendo como integrantes parte do grupo original.
Reformulado, a Velha Guarda fez sua estréia oficial em 1991 em uma casa noturna do Leblon no Rio de Janeiro e escolheram Beth Carvalho para amadrinhar a nova fase. E aí está: pela primeira vez no Brasil é lançado um disco da Velha Guarda da Mangueira cantando, com a mesma alegria dos tempos do samba de terreiro, os clássicos de Zagaia a Cartola. As músicas inéditas não poderiam ficar de fora do repertório deste disco dos "meninos da Mangueira", segundo o outro menino, Mário Lago.

TEXTO DE BETH CARVALHO
Velha Guarda de escola de samba é um negócio muito sério. Ela é tudo. É a árvore frondosa que nos reune, é a identidade, a memória viva de uma cultura. É nela que está o abrigo da poesia de todos nós, que amamos o samba e o nosso país.
Agora, imaginem só, eu que me sinto tão honrada por ser madrinha da Velha Guarda e também da ala de compositores, fui solicitada para escrever à respeito desse seu primeiro e maravilhoso CD! É muita responsa, não? Mas vamos lá.
Pra começar, o disco teve a pessoa certa na produção artística: Josimar Monteiro, um jovem grande músico e arranjador, que há nove anos, com dedicação e competência, vem ensaiando e fazendo shows com a Velha Guarda da Mangueira. Nesses anos de fraterna convivência e trabalho contínuo, alimentou-se o sonho da realização deste CD.
A maioria das músicas são inéditas. Entre os autores, componentes da Velha Guarda da Mangueira, como Jurandir, Tantinho e Quincas, outros compositores da Verde-e-Rosa - José Ramos, Cartola, Darcy da Mangueira, Nelson Sargento, Geraldo Pereira, Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito, Zagaia, Chiquinho Modesto, Irson Pinto, Alfredo Português e Padeirinho - além dos imperianos D. Ivone Lara e Délcio Carvalho, o salgueirense Aldir Blanc, os portelenses Noca da Portela, Darcy Maravilha e Toninho Nascimento, os caciqueanos Neoci e Bandeira Brasil e os enamorados da Mangueira como Moacyr Luz, Mirabeau, Milton de Oliveira, Benedito Lacerda e Aldo Cabral.
Além de tão brilhantes compositores, as faixas deste CD contam com diversos intérpretes convidados que unidos pela reverência à Estação Primeira, somam suas vozes às da Velha Guarda.
Parabéns!
Vocês são demais!
BETH CARVALHO

FAIXA-A-FAIXA POR BETH CARVALHO

1 - Mangueira Chegou (José Ramos) "Quando ouvir essa batida, foi Mangueira que chegou". Esses versos destacam a batida única da primeira escola a usar o surdo na marcação. José Ramos escreveu este samba de terreiro entre 1940 e 1945, gravado por Clementina de Jesus, ainda sem os últimos versos. Quem canta é Genuíno, com a participação de Mário Lago.
2 - Candongueiro (Tantinho) De autoria de Tantinho, com interpretação do próprio e do grande Xangô da Mangueira. Este samba retrata fielmente o que é o Candongueiro: um bar em Pendontiba, Niterói, RJ, considerado como um dos melhores redutos do samba de raiz.
3 - Chega de Demanda (A Mangueira é Rainha) (Cartola e versos de Paulinho Tapajós) Samba de Cartola para o primeiro campeonato das escolas (sugestão de Mário Filho), na Praça Onze. Demanda, no sentido usado na Umbanda e no Candomblé, significa disputa, conflito. É uma referência às constantes brigas entre os blocos, anteriores à formação da escola. Uma geração depois, Paulinho Tapajós fez a letra dessa música e com seus versos homenageou praticamente todos os nomes da Mangueira. A fala é de D. Zica, uma das grandes damas da verde - e - rosa e viuva de Cartola.
4 - Se Foi Bom Pra Você (Darcy da Mangueira e Darcy Maravilha) Belíssimo samba de amor dos grandes Darcy da Mangueira e Darcy Maravilha, com a minha interpretação.
5 - Vale do São Francisco (Nelson Sargento e Alfredo Português) As vozes do magnífico Nelson Sargento e do grande compositor, músico e cantor pernambucano Lenine, unem a tradição e o novo, neste samba-enredo campeão do desfile de 1948. Parceria de Nelson e seu padrasto Alfredo Português.
6 - Incompatibilizado (Geraldo Pereira) O clarinete de Dirceu Leitte dá o ar samba-sincopado à canção bem-humorada de Geraldo Pereira, com a dobradinha de Nelson Sargento e a carioquíssima e grande intérprete, Fernanda Abreu. A percussão fica por conta do Baticum.
7- Cachaça, Árvore e Bandeira (Moacyr Luz e Aldir Blanc) O salgueirense Aldir Blanc e o mangueirense Moacyr Luz em feliz parceria nesse samba-homenagem ao saudoso Carlos Cachaça, a quem o disco é dedicado.
8 - Amélia Não Passa Mais Fome (Quincas e Chiquinho Modesto) A letra é uma brincadeira com Mário Lago, que não deixa por menos e avisa: "casa, carinho e automóvel para Amélia você deu, mas na hora dos finalmentes, com licença, eu sou mais eu". A interpretação de Quincas, parceiro de todos os principais nomes da Mangueira, merece atenção especial.
9 - Insônia (Nelson Cavaquinho, Neoci e Bandeira Brasil) - As andanças do gênio Nelson Cavaquinho pelo Cacique de Ramos, onde ia sempre levado por mim, resultaram na parceria com Neoci e Bandeira Brasil. Esse samba conta aqui, com o excelente arranjo e o trombone de Roberto Marques.
10 - Outros Caminhos (Délcio Carvalho e D. Ivone Lara) Um samba melodioso de D. Ivone Lara e seu parceiro mais constante Délcio Carvalho. Ary junta sua voz às dos autores.
11- Minha Terra (Guilherme de Brito) Samba-exaltação que Guilherme de Brito escreveu no Japão. Fala da banzo, que é saudade que o brasileiro sente quando está fora do país.
12 - Divino (Noca da Portela e Toninho Nascimento) Samba-homenagem dos portelenses Noca e Toninho Nascimento ao grande mestre Cartola que além de fundador, escolheu as cores verde e rosa da escola. Quem canta é Zezinho, com participação de Augusto Martins, jovem cantor de bela voz e Chamom, grande cantor da noite.
13 - Palácio Encantado (Jurandir e Irson Pinto) De Jurandir e Irson Pinto, canta Jurandir. Nos anos setenta, quando comecei a freqüentar a Mangueira, ficava só esperando o Jurandir cantar. Além de autor de belíssimos sambas-enredo, tem a voz mais bonita e doce do samba.
14 - Pot-Pourri A Velha Guarda fecha o CD com uma seleção de clássicos da Mangueira escolhidos a dedo. A fala inicial é de Dona Neuma, grande dama da Estação Primeira e filha do primeiro presidente da escola, Saturnino Gonçalves.
- A Mangueira não morreu (Jorge Zagaia)
- Fala Mangueira (Mirabeau e Milton de Oliveira)
- Salve a Mangueira (Quincas e Padeirinho)
- Despedida de Mangueira (Benedito Lacerda e Aldo Cabral)
Velha Guarda da Mangueira e Convidados álbum Velha Guarda da Mangueira e Convidados
14 faixas

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01  Mangueira Chegou   (José Ramos)   Genuíno / Mário Lago   03:25  
Candongueiro 02  Candongueiro   (Tantinho)   Tantinho e Xangô   05:06  
03  Chega de Demanda (A Mangueira é Rainha)   (Cartola)   Tantinho, Zezinho, Genuíno, Ary e Quincas / Dna. Zica   04:15  
04  Se foi bom pra você   (Darcy da Mangueira e Darcy Maravilha)   Velha Guarda da Mangueira / Beth Carvalho   02:55  
05  Vale do São Francisco   (Nelson Sargento e Alfredo Português)   Nelson Sargento / Lenine   02:25  
06  Incompatibilizado   (Geraldo Pereira)   Mocinho e Nelson Sargento / Fernanda Abreu   02:00  
07  Cachaça, Árvore e Bandeira   (Moacyr Luz e Aldir Blanc)   Moacyr Luz / Carlos Cachaça   04:53  
Amélia não passa mais fome 08  Amélia não passa mais fome   (Quincas e Chiquinho Modesto)   Quincas / Mário Lago   2:51  
09  Insônia   (Nelson Cavaquinho, Neoci e Bandeira Brasil)   Tantinho, Zezinho, Ary e Jurandir   03:37  
10  Outros Caminhos   (Délcio Carvalho, D. Ivone Lara)   Ary / Délcio Carvalho e D. Ivone Lara   04:26  
11  Minha Terra   (Guilherme de Brito)   Tia Zélia / Guilherme de Brito   02:31  
12  Divino   (Noca da Portela e Toninho Nascimento)   Zezinho, Augusto Martins, Chamon,Noca da Portela   3:01  
13  Palácio Encantado   (Jurandir e Irson Pinto)   Jurandir   03:26  
14  Pout-Pourri:A Mangueira não morreu / Fala Mangueira / Salve a Mangueira / Despedida de Mangueira   (Jorge Zagaia/Mirabeau e Milton de Oliveira / Quincas e Padeirinho / Benedito Lacerda e Aldo Cabral)   Velah Guarda da Mangueira / Dona Neuma   03:22